28 de setembro de 2013

Bem vindos pré-calouros!


Nessa semana começou a terceira etapa do processo seletivo 2014 do PET Engenharia Química. Depois de uma redação, dinâmica e entrevista, onze candidatos foram selecionados e trabalharão juntamente com o grupo durante aproximadamente dois meses.

Os candidatos, chamados de pré-calouros, receberam atividades individuais, coletivas e internúcleos, como a realização da festa de 22 anos do PET EQ, busca por novas atividades para o grupo, renovação do catálogo de cursos do grupo, etc, além de terem a oportunidade de apresentarem um seminário sobre qualquer tema para o grupo.

O processo seletivo em si é uma excelente oportunidade para que os candidatos se desenvolvam e preparem-se para o mundo profissional com o qual se depararão em breve.

Parabenizamos todos os aprovados até agora e desejamos boa sorte!

27 de setembro de 2013

UniPET Cultural

Nesse dia 14 de setembro ocorreu o UniPET Cultural. O evento fez parte do VI Ciclo de atividades do UniPET, onde cada grupo PET da UEM preparou uma apresentação artística para apresentar aos cerca de 200 petianos da UEM, além de seus convidados.
Ocorreram apresentações de dança, canto, paródias de programas de TV como o "Esquenta" e muitas outras. O PET EQ fez uma paródia do programa "Qual é a músicas?" da emissora SBT, onde havia personagens característicos como o Silvio Santos, Roque, Lombarde, Patrícia, Helen e Alberto.
Confira mais nas fotos abaixo:

Ensaio para o evento
Isabela Ganassin e Guilherme Moscato arrasando na dança!

Professor Sérgio como Silvio Santos



Desafio das equipes com a participação do tutor do PET Zootecnia, Ferenc

Olha o Roque




Quem quer dinheiro?!



Break!

Lâmpadas e notebooks: saem os fios, entram as antenas

Luz sem fios
Lâmpadas e notebooks: saem os fios, entram as antenas
A tecnologia SUPA deverá chegar ao mercado em 2014, com previsão de potência suficiente para alimentar tablets e notebooks. [Imagem: Fraunhofer ENAS]
Com a ajuda dos LEDs, abajures e luminárias estão se tornando cada vez menores e mais práticos.
E, com a ajuda do design, além de iluminar, estão se tornando peças de decoração bastante atraentes.
O problema é que nada disso combina com um grosso fio que precisa ser estendido até uma tomada, destruindo o apelo visual e eliminando qualquer praticidade.
A solução pode estar na transmissão de eletricidade sem fios, que substitui os fios por antenas.
A viabilidade dessa opção acaba de ser demonstrada por engenheiros do Instituto de Nanossistemas Eletrônicos, da Alemanha.
Eles batizaram sua tecnologia de SUPA (Smart Universal Power Antenna, antena inteligente universal de potência, em tradução livre).
“Sem cabos, você pode colocar suas luminárias em qualquer lugar que você queira sobre a mesa,” disse Christian Hedayat, engenheiro responsável pelo projeto.
Antenas inteligentes
A energia é suprida por bobinas instaladas sob o móvel. Cada luminária – ou qualquer outro aparelho com uma exigência de potência compatível – recebe uma antena que capta o campo magnético criado pelas bobinas, gerando a eletricidade por indução.
Mas isto poderia exigir colocar bobinas por baixo de todo o móvel, ou então limitar as posições onde os aparelhos podem ser colocados.
Hedayat e seus colegas encontraram uma solução melhor.
“Nós enchemos uma placa de circuito impresso com várias antenas, de forma que um campo magnético é gerado somente sob a superfície do receptor. As distâncias entre as antenas e suas dimensões foram cuidadosamente ajustadas para produzir um campo homogêneo,” explicou ele.
Para que a radiação não seja excessiva, podendo interferir com outros aparelhos, apenas as antenas que estão diretamente sob o aparelho são energizadas, com todas as demais permanecendo desligadas automaticamente.
O grupo agora está trabalhando em um sistema ainda mais inteligente, em que a placa de circuito impressa “conversa” com cada aparelho, recebendo uma identificação que informa se ele deve ser alimentado e qual a potência necessária.
A tecnologia SUPA deverá chegar ao mercado em 2014, com previsão de potência suficiente para alimentar tablets e notebooks.

Cidade do futuro não tem gente para testar tecnologias inovadoras

Uma cidade sul-coreana tornou-se fonte de inspiração para centros urbanos de todo o globo que buscam soluções tecnológicas para se tornarem mais “inteligentes”.
Cidade do futuro não tem gente para testar tecnologias inovadoras
[Imagem: Gale International]
Songdo fica nas proximidades de Seul, uma cidade já bastante “high-tech”, que oferece internet de alta velocidade no metrô e onde é possível assistir a vídeos online ou enviar mensagens de e-mails enquanto se caminha por movimentadas ruas do centro.
Ao contrário da capital sul-coreana, porém, Songdo é uma cidade experimental e já foi erguida incorporando em seu DNA as mais avançadas tecnologias de construção e urbanismo.
Mas até que ponto uma cidade como essa pode ser considerada um sucesso?
A construção de um centro urbano a partir do nada oferece uma série de desafios e oportunidades.
No caso de Songdo, um dos desafios era incorporar tecnologias que fossem realmente inovadoras, uma vez que os sul-coreanos já estão acostumados com alguns recursos considerados novidades em outros lugares.
O que mais uma cidade como Songdo pode oferecer?
Hardwares futuristas
Na área tecnológica, uma cidade novinha em folha permite o teste de hardwares futuristas, como sensores que monitoram a temperatura, o consumo de energia e o fluxo de tráfego pela cidade.
Esses sensores também podem – em teoria – avisar os usuários de transporte público quando seu ônibus está para chegar. E mesmo alertar autoridades locais quando há qualquer problema na cidade.
Muitas inovações estão sendo projetadas em função de preocupações ambientais. Entre elas, estações para recarregar as baterias de carros elétricos podem até parecer anacrônicas em um país que já possui ônibus elétricos sem fios.
Sistemas de reciclagem de água, por sua vez, impedem que água potável seja usada em banheiros de escritório.
O sistema de coleta de lixo de Songdo também impressiona. Não há caminhões de lixo passando pela cidade nem grandes lixeiras na frente dos edifícios.
Em vez disso, os resíduos domésticos são sugados diretamente das cozinhas por uma vasta rede subterrânea de túneis ligadas a centros de processamento de lixo, onde cada resíduo é automaticamente classificado, desodorizado e tratado.
A cidade foi planejada em torno de um parque central, e sua disposição permite que os moradores das áreas residenciais possam caminhar por essa área verde para trabalhar no centro comercial.
Cidade do futuro não tem gente para testar tecnologias inovadoras
[Imagem: Gale International]

Falta gente
Por enquanto, os apartamentos residenciais estão vendendo bem e ainda há muitos edifícios desse tipo em construção, mas Songdo parece ser menos atraente para o mercado corporativo.
Um ou outro negócio está começando a abrir as portas espontaneamente em suas grandes avenidas vazias.
Mas a cidade ainda precisa ganhar cores e zumbidos urbanos – aquela anarquia criativa, típica de aglomerações populacionais não-planejadas.
A ideia de usar parte do lixo recolhido automaticamente para produzir energia renovável, por exemplo, ainda não está em operação – como muitas das inovações técnicas planejadas para Songdo.
Isso ocorre porque, hoje, menos da metade da cidade está ocupada.
Nos escritórios comerciais, a taxa de ocupação é menor que 20% e nas ruas, cafés e shoppings do centro há amplos espaços relativamente vazios – o que constitui o segundo grande desafio a ser vencido pelos idealizadores e administradores de Songdo.
Apesar de a cidade ser próxima ao aeroporto internacional da Coreia do Sul, as ligações de transporte com Seul são rudimentares. E, por enquanto, os incentivos para empresas que se deslocam para a nova cidade inteligente nem sempre superam os custos.
Como costuma dizer Jonathan Thorpe, presidente da empresa americana Gale International, que construiu Songdo: “São os moradores que fazem uma cidade”.
“Estamos tentando adicionar diversidade e vitalidade (a Songdo), algo que o desenvolvimento orgânico (de uma cidade) garante”, explicou Thrope.
“É um desafio tentar replicar isso em um ambiente planejado. Ao mesmo tempo, com tal planejamento podemos desenvolver a infraestrutura da cidade de modo a garantir que ela funcione – não só agora, mas também daqui a 50 anos.”
Mas 50 anos é muito tempo na Coreia do Sul, um país em constante mudança. Quem sabe quantas novas versões de “cidades futurísticas” terão sido lançadas em 50 anos?

24 de setembro de 2013

Curso de fluidodinâmica computacional


O Departamento de Engenharia Mecânica (DEM), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), realiza, de 5 de outubro a 9 de novembro, o curso de extensão Mecânica dos Fluidos Computacional Aplicada. As aulas serão aos sábados, das 9h30 as 12h30, no Laboratório de Computação da Engenharia Mecânica, localizado no Bloco 104, no câmpus sede da UEM. O curso é dirigido a acadêmicos das engenharias e áreas afins, além de profissionais interessados. Inscriçoes até o dia 4 de outubro 
Interação Fluido-Estrutura com o Ansys é o tema de outro curso, que vai ser oferecido apenas no dia 28 deste mês, no mesmo laboratório, das 9h30 às 18 horas. Neste caso, a inscrição deve ser feitas até o dia 27. A coordenação das duas atividades é do professor Alexandre Marconi de Souza da Costa. As inscrições devem ser feitas na secretaria do curso de Engenharia Mecânica, no Bloco 104. O valor do investimento para cada curso é de R$ 150,00 para academicos  e de  R$ 250,00 para não-acadêmicos. Outras informações no telefone (44) 3011- 4197.   


Não é um trabalho, é um jogo de simulação na indústria química

Será que o jogo World of Warcraft pode preparar para o mundo do trabalho? É o que o Departamento de Energia dos EUA e várias universidades estão tentando descobrir. Essas instituições estão financiando um esforço para treinar estudantes de faculdade entusiastas do videogame para operar fábricas químicas deixando-os jogar games que simulam o trabalho.

O objetivo é atrair jovens brilhantes para essa indústria - que possui poucos trabalhadores especializados e se prepara para uma onda de aposentadoria da geração baby-boomers. As fábricas do futuro, de acordo com empresários do meio, precisarão de uma força de trabalho educada, que consiga pensar rápido, colaborar com outros colegas e que entenda matemática, engenharia e computadores.

O projeto Avestar (Advanced Virtual Energy Simulation Training and Research) está sendo testado na West Virginia University, e os financiadores esperam levá-lo para outras escolas. Nesse projeto, estudantes colocam óculos para assistirem a imagens em telas 3D e “jogam” uma fábrica química virtual utilizando um controle parecido com o de um console de videogame, descobrindo como se dá o funcionamento da indústria.

Wesley Vassar, recém-graduado em Engenharia Química, conta que sua parte favorita na simulação foi conseguir retirar toda a etapa de contenção de grandes peças de equipamento, como reatores e vasos de separação, e conseguir ver o que ocorria dentro das máquinas.

"É muito difícil, senão impossível, ter essa experiência na vida real", disse o rapaz de 22 anos, que já possui engatilhado um trabalho na divisão Chlor Alkali da Olin Corp em St. Gabriel, no Estado da Louisiana.

Outra simulação permite a alunos tomarem o controle de toda uma fábrica, de forma que eles nunca conseguiriam no mundo real, onde apenas apertar o botão errado pode custar a vida de alguém. Os estudantes sentam em uma sala de controle virtual e veem o que acontece quando eles mudam variáveis, como o fechamento de uma válvula de vapor.

Eles podem também praticar respostas às emergências: o software consegue simular um desastre e fazê-los reagirem, gravando e reproduzindo suas decisões.

De acordo com Richard Turton, professor de Engenharia Química da West Virgínia University, os simuladores não substituem visitas a uma fábrica real, mas são mais confortáveis para uma geração de estudantes que não cresceu vendo seus pais consertando coisas pela casa e, portanto, perderam as habilidades práticas das gerações anteriores.

O professor conta que precisa lembrar aos alunos de que ao usarem os simuladores, eles estão se preparando para mais do que um jogo. Uma ação dentro de uma fábrica pode afetar centenas de peças de equipamento - fechar uma válvula que está soltando vapor porque é barulhenta e perturbadora, por exemplo, pode causar a explosão de um reator ligado a essa válvula. "Você precisa de uma grande imersão e entender exatamente o processo antes de realizar um julgamento rápido", completa.

(The Wall Street Journal)

20 de setembro de 2013

Cientistas criam polímero “exterminador do futuro” capaz de se curar

Vídeo:


O vídeo não é ilusão de ótica, não é Photoshop, não é pegadinha. Ele mostra um novo material gelatinoso, que mesmo depois de ser cortado ao meio, pode se reparar sozinho, sem a ajuda de qualquer fator externo.
Pesquisadores do Centro para Tecnologias Eletroquímicas IK4-CIDETEC (San Sebastian, Espanha) descobriram o polímero autoreparador, que poderia ser útil em uma variedade de situações.
Depois de cortar um tubo do material ao meio com uma navalha, os cientistas colocaram os dois pedações juntos novamente durante duas horas à temperatura ambiente, e as peças se tornaram impossíveis de se separar. O material havia se “curado”.
Essa não é a primeira vez que cientistas tentam criar um material que pode se reparar sozinho – já foi estudada uma técnica que faz com que o tecido cardíaco se repare sozinho, bem como já foram inventados chips eletrônicos que podem se consertar sozinhos. Mas esse é o primeiro polímero autoreparador que não exige nenhum fator externo para se curar.
Os materiais anteriores sempre exigiam luz específica, calor, pressão ou algum catalisador para desencadear o processo, mas o elastômero termofixo é o primeiro exemplo a curar-se espontaneamente.
Ele poderia ser utilizado, por exemplo, para manter tablets, telefones e outros objetos do cotidiano inteiros, sem cortes e arranhões. A NASA também estuda materiais autoreparadores para reduzir a necessidade de concertos caros e perigosos em ambientes difíceis, como no espaço.
O novo material não é essencialmente diferente de muitos polímeros industriais já em uso hoje. Ele contém ligações de dissulfeto que podem se quebrar e se ligar novamente a temperatura ambiente, reformando seus elos e dando fluxo ao material.
Isto significa que uma amostra do polímero cortado em dois com uma lâmina de barbear foi capaz de se reparar em menos de duas horas, apresentado 97% da sua resistência original – levando os cientistas a apelidarem o material de “polímero exterminador do futuro”.
Embora a pesquisa sugira que o material deve ser relativamente fácil de aplicar comercialmente, a tecnologia é limitada a polímeros macios. O próximo passo do estudo é tentar criar a mesma funcionalidade em materiais mais duros.

18 de setembro de 2013

Descoberta nova técnica para transformar luz em eletricidade


Descoberta nova técnica para transformar luz em eletricidade
“Você pode imaginar a tinta do seu laptop funcionando como uma célula solar para alimentá-lo usando apenas a luz.”
Um novo mecanismo para a extração de energia a partir da luz poderá tornar as tecnologias de energia solar mais flexíveis e permitir a construção de dispositivos optoeletrônicos mais eficientes para telecomunicações.
David Conklin e seus colegas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, trabalham com nanoestruturas plasmônicas – materiais fabricados a partir de nanopartículas metálicas – e moléculas orgânicas sensíveis à luz, chamadas porfirinas, muito usadas nas pesquisas de fotossíntese artificial.
Em 2010, a equipe conseguiu fabricar uma nanoestrutura plasmônica que gera e distribui uma corrente elétrica através de um encadeamento molecular.
Tinta que gera energia
Agora, o grupo provou que a conversão das radiações ópticas – a luz – em uma corrente elétrica deveu-se aos chamados “elétrons quentes”, produzidos pelos plásmons de superfície, e não à própria molécula porfirina.
“Em nossas medições, em comparação com a fotoexcitação convencional, observamos aumentos de três a 10 vezes na eficiência do nosso processo,” disse a professora Dawn Bonnell, orientadora do estudo. “E nós nem sequer otimizamos o sistema. Em princípio, você pode imaginar um enorme aumento na eficiência.”
A grande vantagem dessa técnica é que o processo de “coleta” dos elétrons quentes induzidos pelos plásmons de superfície pode ser configurado para diferentes aplicações simplesmente alterando o tamanho e o espaçamento das nanopartículas.
Com isso, altera-se o comprimento de onda da luz a que os plásmons respondem.
“Você pode imaginar a tinta do seu laptop funcionando como uma célula solar para alimentá-lo usando apenas a luz,” disse Bonnell. “Esses materiais também poderão otimizar os dispositivos de comunicação, tornando-se parte de circuitos moleculares eficientes.”
Células solares plasmônicas
Plásmons de superfície são oscilações coletivas de elétrons induzidos pela incidência da luz sobre uma superfície metálica.
O fenômeno é tão interessante que já resultou na criação de uma nova área de pesquisas, chamada plasmônica.
O que os pesquisadores fizeram agora foi demonstrar que essas oscilações conjuntas de elétrons liberam de fato elétrons – os tais elétrons quentes -, formando uma corrente elétrica que se move em um padrão que é determinado pelo tamanho e pela disposição das nanopartículas metálicas.
“Estamos entusiasmados por termos encontrado um processo que é muito mais eficiente do que a fotocondução convencional”, concluiu Bonnell.
Bibliografia:
Exploiting Plasmon-Induced Hot Electrons in Molecular Electronic Devices
David Conklin, Sanjini Nanayakkara, Tae-Hong Park, Marie F. Lagadec, Joshua T. Stecher, Xi Chen, Michael J. Therien, Dawn A. Bonnell

Os sete pecados dos professores que deixam uma aula chata


Marcelo Andrade / Gazeta do Povo /
Marcelo Andrade / Gazeta do Povo
A mente divaga, os olhos ficam pesados, e lá se vai o conteúdo. Todo universitário já cochilou em sala de aula, ou pelo menos quase chegou a isso. A culpa pela sonolência, entretanto, nem sempre é do aluno. Algumas práticas dos professores contribuem muito para tornar uma aula desinteressante, e manter-se atento torna-se uma tarefa árdua.
Buscando descobrir as ações que levam à chatice em sala, o Vida na Universidade ouviu quem está no tablado e quem está na carteira. Sabe aquele professor que quando fala parece cantar “nana nenê”? Pois deixe esta edição do VU na mesa dele, no mural da sala ou “esquecido” na sala dos professores, se as dicas forem colocadas em prática, a turma toda vai sair ganhando.
Fugir do assunto
É compreensível o esforço de muitos professores em contextualizar suas disciplinas e praticar um pouco de interdisciplinaridade, mas quando a linha do bom senso é atravessada, os alunos logo notam e são afetados pela angustiante espera pelo retorno ao conteúdo da aula. Docentes que se perdem nos temas dos quais tratam acabam passando a impressão de que não prepararam a aula e estão apenas improvisando. Alunos dedicados não suportam a sensação de serem “enrolados”.

Cura 
Ajuda adotar esquemas para as aulas, sejam escritas num papel, nos slides ou mesmo mentais. Ter clara a sequência de assuntos a serem tratados, e ser fiel a ela, dá segurança à turma e ao professor.


Prender-se em discussões com alunos específicos

Ninguém gosta de ser ignorado numa conversa, e é assim que muitos estudantes se sentem quando o professor se deixa envolver em intermináveis diálogos com um único aluno ou com pequenos grupos, reduzindo os demais a meros espectadores.

Cura
Professores devem procurar ser breves em respostas que não interessam à turma toda, ou dizer ao aluno interessado que a conversa pode continuar ao fim da aula.

Ler durante a aula toda

Artifícios úteis como o projetor de slides ou textos impressos podem se converter em verdadeiras tentações do comodismo. Quando o professor se apega exclusivamente ao que está escrito, passando aulas inteiras apenas lendo, é inevitável que o aluno se pergunte: “Se eu apenas lesse um livro será que não aprenderia a mesma coisa ou mais?”. É inevitável a onda de bocejos quando o docente ainda deixa de usar slides e de distribuir textos para que os alunos acompanhem, exigindo que eles somente ouçam o que é lido.
Cura
Nas apresentações, o melhor é limitar-se a citar tópicos escritos nas telas e desenvolvê-los oralmente. No caso de textos impressos, interrupções a cada dois ou três parágrafos com comentários ou contextualizações ajudam a tornar a leitura mais dinâmica.

Passar atividades irrelevantes
Que universitário não percebe quando uma atividade contribui para sua formação e quando uma tarefa é dada apenas para mantê-lo ocupado? Algumas vezes essa prática chega a ser ofensiva, pois os estudantes sentem-se infantilizados, como se eles precisassem de um passatempo enquanto o professor faz algo mais importante do que dar aquela aula.
Cura 
Uma atividade não deve ser pedida sem que os alunos compreendam (e acreditem) no motivo de estarem fazendo aquilo. Quando fica claro para a turma que determinada tarefa contribui para o aprendizado, todos participam muito mais motivados.

Exigir que todos falem num debate

Pecado típico do professor bem-intencionado que quer estimular a participação da turma, mas, por exagerar na medida, acaba deixando muito tempo de aula para opiniões. O professor que faz isso consegue aborrecer dois tipos bem diferentes de estudante. Os debatedores natos, que não veem a hora de partirem para uma discussão mais produtiva, e os desinteressados pelo tema, que se sentem oprimidos com a obrigação de falar e podem dar declarações pouco fundamentadas.
Cura
Em debates, o importante é ter todos convidados a falar, especialmente se alguém tiver uma opinião diferente, mas sem que a turma inteira tenha de dizer algo. A iniciativa de falar tem de ser incentivada, não imposta.


Excesso de linguagem técnica

Padecem desse mal, principalmente, os professores de áreas cuja literatura é carregada de termos específicos, como Direito e os cursos ligados às Ciências Biológicas. Alunos precisam dominar alguma linguagem técnica para a produção acadêmica, entretanto o uso excessivo dessa linguagem nas aulas os afasta do conteúdo e do aprendizado. Fora isso, a frequência com que o professor fala palavras difíceis pode ganhar aparência de ostentação. Tem como deixar algo mais desinteressante?
Cura
Clareza é uma qualidade a ser buscada com determinação por todo professor, portanto, na hora de planejar a aula, é preciso tirar um tempo procurando palavras mais simples, mesmo para explicar realidades complexas. Não é preciso abrir mão da linguagem técnica, mas, oralmente, ela pode conviver muito bem com o linguajar do dia a dia.

Ignorar a bagunça

Fingir que nada demais está acontecendo enquanto alguns alunos não param de conversar faz a turma concluir que nem o professor leva a própria aula muito a sério. Além disso, a turma fica com a expectativa de que o professor vai reclamar a qualquer momento, aí a concentração é que sai perdendo.
Cura
É esperado que às vezes o professor interrompa a aula para chamar a atenção e isso pode torná-la mais produtiva. Os bons alunos agradecem.

Fontes: Inge Suhr, coordenadora pedagógica do Grupo Educacional Uninter, e Janete Joucowski, dos cursos de Marketing e Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Curitiba. Matéria publicada na Gazeta do Povo Online.

5 maneiras de melhorar o seu currículo durante a faculdade

5 maneiras de melhorar o seu currículo durante a faculdade
Trabalho voluntário é uma ótima forma de adquirir diversas habilidades, além de ajudar quem precisa

Alguns cursos, por conta da carga horária, não permitem que o estudante realize um estágio. Existem alguns cursos, também, que não possuem um mercado fácil para estagiários. Independentemente do motivo, se você não pode trabalhar durante a sua graduação, confira 5 coisas que você pode fazer nesse período para melhorar o seu currículo:
1 – Participe das atividades da sua faculdade
A sua faculdade oferece cursos, laboratórios experimentais, grupos acadêmicos, etc? Aproveite para participar de diversas atividades da sua faculdade para poder melhorar o seu currículo. Inscreva-se em aulas de teatro, aulas extracurriculares, assista às palestras e realize pesquisas. Realizar essas tarefas acadêmicas prova que você sabe trabalhar em grupo e lidar com prazos, além de conseguir se comprometer com uma atividade.

2 – Faça trabalho voluntário
Trabalho voluntário é uma ótima forma de adquirir diversas habilidades, além de ajudar quem precisa. Recrutadores gostam de ver voluntariado nos currículos dos candidatos porque demonstra vontade de ajudar e pró-atividade. Entretanto, caso seja possível, é importante que você realize trabalhos voluntários que acrescentem algo à sua carreira. Se você está estudando engenharia civil, por exemplo, por que não ajudar pessoas carentes a construir as suas próprias casas?

3 – Estude a área
Colocar que você entende Pacote Office no seu currículo não irá destacar o seu currículo dos outros. Porém, se você colocar que estudou Pacote Office nas aulas da faculdade, o jeito que o recrutador irá ler será diferente. Além disso, é interessante que você faça cursos de especialização para entender melhor sobre a área que você vai atuar, assim como ler livros e assistir palestras de especialistas.

4 – Faça trabalhos freelancer
Mesmo que não seja possível estagiar durante a sua graduação, nada impede de procurar por serviços freelancer. Procure em sites de emprego, mande o seu trabalho para empresas e entre em contato com outros freelancers para conhecer contatos e receber dicas.

5 – Invista em seu network
Aproveite a fase para alimentar a sua network. Crie um perfil no LinkedIn, converse com especialistas da área, entre em contato com outros profissionais, professores da faculdade e pessoas que possam conseguir vagas de emprego para você. É importante que, antes mesmo de entrar de cabeça no mercado de trabalho, você já tenha uma boa rede de network que possa ajudar.

Fonte: Universia.com

Estágio de férias DANONE

A Danone, tão conhecida por nós graduandos desde o início de nossa infância, está com um programa de Estágios de Férias exclusivo para alunos do 1º, 2º e 3º anos. O estágio ocorrerá em janeiro de 2014. Inscreva-se o quanto antes!

17 de setembro de 2013

Cientistas conseguem gerar eletricidade a partir de lixo com bateria microbiana

Cientistas da Universidade Stanford desenvolveram uma nova técnica para gerar eletricidade a partir de dejetos utilizando micróbios como usinas extremamente pequenas, capazes de produzir energia enquanto digerem resíduos de origem animal e vegetal. Os autores do estudo, publicado nesta segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, chamaram a invenção de "bateria microbiana". Eles esperam que, um dia, esses micro-organismos poderão ser aproveitados em estações de tratamento de esgoto ou para destruir poluentes em regiões com água contaminada.
Cientistas desenvolveram uma espécie de bateria que aproveita as características de um micro-organismo em produzir energia ao digerir resíduos dissolvidos no esgoto Foto: Xing Xie / Divulgação
Cientistas desenvolveram uma espécie de bateria que aproveita as características de um micro-organismo em produzir energia ao digerir resíduos dissolvidos no esgoto

O protótipo com que os cientistas Yi Cui, Craig Criddle e Xing Xie trabalham atualmente ainda é pequeno e funciona em um campo isolado: em um laboratório, com dois eletrodos - um positivo, o outro negativo - mergulhados em uma garrafa de águas residuais. Ali, as bactérias estudadas por eles se alimentam das partículas de material orgânico para produzir eletricidade.
Há anos os cientistas têm conhecimento da existência desse tipo de micróbio - organismos que se desenvolveram em ambientes sem ar e obtiveram a habilidade de reagir com minerais óxidos em vez de respirar oxigênio, assim como fazem os humanos, para converter nutrientes orgânicos em combustível biológico. Durante as últimas décadas, diversos grupos de pesquisa têm tentado utilizar esses micro-organismos como biogeradores, porém aproveitar essa energia de maneira eficiente tem sido um desafio.
Os engenheiros envolvidos no projeto estimam que a bateria microbiana possa extrair aproximadamente 30% da energia potencial não aproveitada em águas residuais. Essa é uma eficiência semelhante à registrada nas melhores células de conversão de energia solar em eletricidade, segundo os cientistas.

PET nas escolas

Nessa segunda-feira (16/09) foi realizado mais um PET nas escolas. Dessa vez, o PET-EQ e outros 11 grupos PET da UEM foram ao Colégio Estadual Gerardo Braga de Maringá.
O público alvo dessa vez foram os alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio.















16 de setembro de 2013

Pesquisadores 'fabricam' memórias alterando estrutura do cérebro de ratos

Um time de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que é possível criar memórias ao manipular certas áreas do cérebro de camundongos.
Os pesquisadores descobriram ser possível inserir memórias nos cérebros dos animais ao alterar células do córtex cerebral dos roedores. A descoberta é destaque na mais recente edição do periódico científico Neuroscience.
Essa é a primeira evidência documentada de que memórias podem ser criadas por meio da manipulação direta dessa área do cérebro.
Para chegar à descoberta, os pesquisadores reproduziram um som específico que estimulava nos camundongos uma parte do cérebro chamada núcleo basal, produzindo acetilcolina, substância química ligada à formação de memórias. O procedimento aumentou o número de células do cérebro dos animais que respondiam a esse som específico.
No dia seguinte a esse experimento, os pesquisadores reproduziram diversos outros sons aos camundongos e perceberam, ao analisar a reação dos animais, que eles tinham a respiração alterada ao ouvir o som que havia sido tocado durante o experimento.
Isso os mostrou que memórias ligadas ao som haviam sido criadas por meio do estímulo à produção de acetilconina. As memórias criadas têm as mesmas características das memórias já existentes, incluindo a retenção de longo termo.
"Problemas relacionados ao aprendizado e à memorização afetam muitas pessoas e já que encontramos não só a forma como o cérebro constrói memórias mas também o que fazer para criá-las esperamos poder agora prevenir e solucionar esse mal", disse na divulgação do estudo o professor de neurobiologia Norman Weinberger, que liderou a pesquisa.
 Weinberger vem estudando a formação de memórias há anos —anteriormente, o pesquisador participou de estudo que revelou que a intensidade da memória é controlada pelo número de células presentes na área do cérebro dedicada ao processamento sons. 

12 de setembro de 2013

Paraná tem três das 25 melhores universidades do país

Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão nas primeiras colocações.
Três universidades paranaenses estão entre as 25 melhores do país, segundo o Ranking Universitário Folha (RUF), publicado nesta segunda-feira pelo jornal Folha de São Paulo, que classifica as 192 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação (MEC).
Universidade Federal do Paraná (UFPR)aparece na 9º posição, seguida pela Estadual de Maringá (UEM), na 22ª colocação, e Estadual de Londrina (UEL), em 23º lugar.
Em primeiro no ranking está a Universidade de São Paulo (USP). Em segundo a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em terceiro aUniversidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Considerando os estados brasileiros, São Paulo aparece à frente, com cinco instituições, seguido por Rio de Janeiro (quatro), Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul (três cada) e Santa Catarina (uma). O Nordeste tem quatro (Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco) e o Centro-Oeste, duas (Goiás e Distrito Federal).
As regiões Sul-Sudeste concentram 19 das 25 melhores universidades do país.
Em sua segunda edição, o RUF contemplou a produção científica (aferida com base em indicadores de pesquisa, inserção internacional e inovação) e a graduação, baseada na avaliação da qualidade de ensino e na ressonância da instituição no mercado de trabalho.

A avaliação também traz o ranking de cursos. São avaliados os 30 cursos com maior número de matriculados, com base em três indicadores de qualidade do ensino: número de professores com doutorado, nota do curso no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e opinião dos avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).
Confira o desempenho das instituições no RUF pelo site http://ruf.folha.uol.com.br/2013/.
 Fonte: Gazeta do Povo

Quem ajuda mais tem mais chances de subir na carreira

Pesquisa mostra que profissionais que se colocam à disposição para ajudar colegas são mais reconhecidos e têm mais oportunidades de crescimento.
Christiano Bergman, da Bematech
Christiano Bergman, da Bematech: muitas ações podem facilitar a vida de quem trabalha na mesma empresa
Um novo estudo feito pelo Insper, de São Paulo, com mais de 100 profissionais mostra que ajudar colegas de trabalho produz efeito positivo na construção de uma rede de contatos.
Segundo a pesquisa, o exercício da cidadania organizacional — que o Insper define como a disposição a dar um apoio que excede o escopo do trabalho para beneficiar a companhia ou um funcionário — pode contribuir para que o profissional que prestou o auxílio seja recomendado por colegas em projetos e vagas de trabalho.
De acordo com o estudo, atitudes positivas direcionadas a uma equipe funcionam melhor do que gestos direcionados a apenas uma pessoa. “Funcionários confiam mais em quem olha para a coletividade”, diz Sean White, psicólogo e especialista do núcleo de carreiras do Insper, um dos responsáveis pela pesquisa.
Em sua opinião, é importante prestar atenção nas demandas do grupo para reforçar contatos. Relações estabelecidas fora do ambiente de trabalho, como em happy hours, encontros em associações, clubes ou igrejas, também conduzem à recomendação.
“Quem se doa para os outros tende a ter um crescimento mais rápido”, afirma Fernando Schmitt, diretor de unidades regionais da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham). Segundo ele, a con­s­ciên­­cia de que a aprendizagem do grupo importa mais do que a individual é uma das características dos profissionais de sucesso.
“Meu lema é fazer para ter, pois nada vem de graça”, diz Felipe Siqueira, de 33 anos, controller da subsidiária uruguaia da White Martins, fornecedora de gases industriais. Felipe diz que o segredo de manter bons relacionamentos no trabalho (e fora dele) é o comprometimento com a empresa e com os colegas de trabalho.
A receita também exige que o profissional não espere retorno imediato por sua benevolência. Para chegar aonde chegou, Felipe assumiu alguns desafios e sempre manteve a disposição para contribuir. Em 2011, quando era gerente interino de controles internos na White Martins no Brasil, resolveu ser voluntário em um projeto da empresa na Venezuela, já que nenhum dos executivos convidados aceitou ir. Não haveria aumento de salário nem promoção, e ele teria de embarcar em uma semana.
“Decidi ir para contribuir e mostrar que estou disposto a assumir desafios”, afirma. Deu certo. Depois de três meses, ele voltou para o Brasil e assumiu a gerência de uma nova área. Após um ano, foi convidado a gerenciar todas as áreas­ ligadas a finanças na unidade da empresa no Uruguai.
Mas nem sempre essa ajuda exige sacrifícios. Ela pode estar em pequenos gestos, como orientar alguém a organizar melhor suas pastas de e-mail ou se oferecer para marcar reuniões e almoços. “Quando você se mostra solidário, ganha notoriedade.
É como se estivesse acumulando créditos para outros projetos”, diz José Augusto Minarelli, presidente da Lens & Mi­narelli, consultoria em recolocação e aconselhamento de carreira, de São Paulo. Quanto mais disposição você tiver em ajudar o outro e em pensar além de sua área, mais as pessoas vão confiar em você e lembrar seu nome na hora de um novo trabalho. No fim, todos ganham.
Como contribuir: Quatro atitudes que reforçam a chamada cidadania organizacional:
1 – Esteja disponível
Para se destacar, é necessário ter disposição para ajudar os demais. A capacidade técnica importa, mas o profissional que vai além de sua função pelo bem-estar do grupo cresce muito mais do que aquele igualmente capacitado que apenas age dentro de sua área.
“Colocar-se no lugar do outro deve permear tudo o que fazemos”, diz Christiano Bergman, de 40 anos, gerente de pós-venda da Bematech, empresa de automação comercial de Curitiba, que no dia a dia costuma agir dessa forma.
Segundo ele, existem muitas ações que podem facilitar a vida de quem trabalha na mesma empresa, como se mostrar disponível para tirar eventuais dúvidas sobre prazos, custos e processos e sempre entregar um trabalho bem-feito.
2 – Faça aquilo que ninguém quer fazer
Sabe aqueles trabalhos mais operacionais que ninguém quer fazer, como marcar reuniões ou almoços e reservar salas para eventos? Solidarizar-se para ajudar nessas tarefas mostra que você olha para a empresa de forma geral e não se importa em fazer atividades mais técnicas. Outra sugestão interessante é auxiliar as pessoas a realizar essas tarefas de maneira mais rápida, se você tem facilidade para isso.
“Sempre há um atalho que pode facilitar a vida de alguém. O Excel, por exemplo, possibilita concluir praticamente qualquer estudo de demanda, venda, controle e resultado”, afirma Victor Vieira, de 27 anos, gerente da rede de prestadores da Fácil Assit, empresa de assistência 24 horas, de São Paulo.
3 – Compartilhe conhecimento 
Se você tem domínio sobre algum processo, como redigir propostas e navegar nas redes sociais, ou tem facilidade em um segundo idioma, e percebe que um colega está com dificuldade, tente ajudá-lo.
Não se trata de fazer por ele, e sim de orientá-lo. “O que para alguém é uma dificuldade, para você pode ser algo simples”, afirma Fernando Schmitt, diretor de unidades regionais da Amcham Brasil. Por que não ajudar um colega a finalizar uma planilha? Isso gera empatia.
4 – Saiba receber 
Seja atencioso com quem chega à empresa ou muda de área. Mostrar como são os projetos e apresentar as pessoas são atitudes simples, mas que mostram solidariedade.
Quando ainda estava na sede da White Martins no Brasil, Felipe Siqueira se lembra de ter trabalhado mais para ajudar uma funcionária que havia acabado de trocar de área. “Ela ainda precisava dar atenção ao antigo setor. É uma troca”, diz Felipe. “Quando precisei, também obtive ajuda.”
Fonte: Exame

Alta taxa de desistência na universidade causa déficit de engenheiros

Além do problema da evasão, apenas metade dos formados em engenharia atua na área. Governo estuda “importar” profissionais estrangeiros.
Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo / Área de interesse conduziu José Carlos para o curso de Engenharia Civil: exceção à regra
Área de interesse conduziu José Carlos para o curso de Engenharia Civil: exceção à regra
Apenas em 2011, o Brasil deixou de colocar 60,3 mil engenheiros no mercado de trabalho. EsSe foi o número de matriculados em cursos de Engenharia que abandonou as aulas ao longo da graduação. A alta taxa de evasão, de 57%, tem aumentado nos últimos anos e é um dos fatores que contribuem para o déficit de profissionais no país, principalmente no setor público.
Não bastasse a desistência ainda na universidade, estudos mostram que apenas 48% dos engenheiros atuam na área após formados – porcentual que chega a 80% para médicos e dentistas, por exemplo. Para entidades de classe, a evasão e a baixa atuação na área – aliadas aos tímidos salários oferecidos no setor público – demonstram que o governo federal mira no alvo errado ao sugerir a contratação de engenheiros formados no exterior para atuar nas cidades brasileiras, na linha do programa Mais Médicos. A proposta está em fase de avaliação pelo Palácio do Planalto.
A falta de corpo técnico especializado nas prefeituras é apontado por gestores municipais e governo federal como o principal limitador ao acesso de verbas para obras e investimentos. Sem profissionais para elaborar projetos básicos e executivos consistentes, os gestores não conseguem pleitear recursos da União.
Segundo estimativa da Federação Nacional dos Engenheiros, o mercado de trabalho precisaria de pelo menos 60 mil engenheiros por ano, levando em conta um “cenário de expansão econômica”. No entanto, em 2011, 42,8 mil engenheiros se formaram no Brasil, conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Deficiência
Esse déficit poderia ser eliminado com folga caso a evasão nos cursos de Engenharia diminuísse ao menos pela metade. De acordo com estudo do Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia, a principal causa das desistências é a deficiência na formação básica dos estudantes em Matemática e Ciências – disciplinas que permeiam grande parte das aulas dos futuros engenheiros.
“Muitos estudantes entram na faculdade e não conseguem acompanhar as disciplinas ligadas a cálculos. Aí, acabam desistindo porque não tiveram uma boa base”, resume o presidente da Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge), Carlos Roberto Bittencourt.
A dificuldade em arcar com o custo da mensalidade nas universidades privadas – onde a taxa de evasão é de 60%, contra 40% nas públicas – e a falta de experiências práticas durante os cursos também são vistos como fatores desmotivantes.
Dilemas assustam futuros projetistas
Não é difícil entender os motivos que levaram o estudante José Carlos Bezerra Filho a optar pela Engenharia na hora de prestar o vestibular. Desde o ensino médio, o rapaz tinha intimidade com as disciplinas de Ciências Exatas, como Matemática e Física. No tempo livre, assistia a programas de tevê que detalhavam a construção de grandes pontes, prédios e ferrovias. O interesse pelos cálculos e projetos mirabolantes só cresceu e aí não deu outra.
Hoje, aos 24 anos, José Carlos cursa o terceiro período de Engenharia Civil na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Fora da sala de aula, atua em posições-chave de dois programas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) e do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), ajudando a promover palestras, oficinas e visitas técnicas para estudantes de Engenharia. É inclusive membro dirigente, eleito pelo voto de outros acadêmicos, do Crea Júnior, programa que tem o objetivo de aproximar os estudantes da realidade profissional.
Ele diz quer o mercado de trabalho e a remuneração salarial são alguns dos principais dilemas compartilhados pelos futuros projetistas. “Muitos alunos entram na faculdade pensando em atuar na área de construção pesada, no setor público. Mas, ao conhecerem os salários, se sentem desmotivados”, afirma. “Aí ou vão para o setor privado ou nem exercem a profissão. Quando deveria ocorrer o contrário. O Brasil hoje é um país carente de infraestrutura e precisa de bons profissionais nessa área”, completa.
Salário de engenheiro civil cresce 21% em uma década
Estudo conduzido pelo Ph.D. em Economia Naercio Menezes Filho, do Instituto Insper, revela que a profissão de engenheiro civil foi uma das ocupações que mais registrou crescimento salarial real ao longo da última década, com um aumento de 21%. Por outro lado, as engenharias de modo geral registraram queda na participação total entre o número de acadêmicos formados no país. Para Menezes, o cenário mostra que, nesta área, a demanda está aumentando mais rapidamente que a oferta e, portanto, há uma maior necessidade dess es profissionais.
A falta de engenheiros, no entanto, não é consenso entre as entidades representativas. Para a Federação Interestadual de Sindicato de Engenheiros (Fisenge) e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), há uma menor oferta de mão de obra em segmentos específicos como gás, petróleo e minério. A distribuição dos profissionais também é encarada como um entrave. Hoje, conforme registros do Confea, apenas três estados – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – concentram 70% dos engenheiros civis em atuação no Brasil.
Entidades dizem que proposta é “equivocada”
Apesar de reconhecer que há déficit de engenheiros no mercado de trabalho, a Federação Nacional de Engenheiros (FNE) foi a primeira entidade a criticar a proposta do governo federal de trazer profissionais formados no exterior para atuar nas prefeituras. A iniciativa ainda estaria em fase de estudos e não é comentada oficialmente pelo governo.
Para a FNE, a proposta é “equivocada” e “nada justifica a importação de engenheiros para resolver o problema”. Tanto a Federação quanto o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) reforçam que a ida dos profissionais ao setor público poderia ser fomentada com melhores remunerações e implantação de planos de carreira. Hoje, o piso dos engenheiros estabelece um salário-base mínimo de R$ 6.102 para uma jornada de oito horas.
Não há obrigação legal, porém, para que os concursos feitos pelas prefeituras levem em conta esse valor na hora de estabelecer a remuneração. E é aí, conforme representantes das entidades, que surgem as distorções, com municípios chegando a oferecer menos de um terço do piso, entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil.
“O que há é um desajuste em relação à capacidade das prefeituras em pagar um salário digno ao engenheiro. Até porque a demanda por serviços técnicos, de elaboração de projetos, não tem o mesmo caráter de outras demandas, como a saúde e a educação. Assim, a formação de um corpo técnico não vira prioridade”, afirma o assessor de políticas publicas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Valter Fanini.